sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Homem de hoje

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Acordo de manhã. Foco-me, como todas as manhãs, no meu ser, na minha altivez. O meu primeiro olhar do dia é para o céu, e mesmo esse é egoísta. Depois avisto a marginal com tamanho orgulho, observo os bons carros que passam com ar competitivo, miro a montra da loja mesmo à frente da minha janela com tamanho desejo por estar repleta de blasers azuis escuros e, por fim, remato o meu olhar para o cartão de crédito, onde o agarro tão estupendamente que mais pareço um louco.
Vesti a camisa cinzenta clara com um ligeiro tom de bordô, as calças pretas de vinco, os sapatos envernizados, o casaco também preto e a gravata branca a tapar-me o coração. Como se alguma coisa houvesse de pura naquele coração! Pus gel no cabelo. Ajeitei o colarinho e olhei-me ao espelho com ar imponente. Saí de casa. Ou porque a minha companhia de todos estes anos não passara de um cigarro mal aceso com o pouco calor da manhã, ou porque continuo exasperante em manter o meu posto na minha profissão. Fui em direção àquela empresa de renome, aquela empresa que me faz passar por grandes superfícies onde as marcas e as novas tendências reinam, por estradas negras do alcatrão e negras de espírito, por avenidas salpicadas pelo fumo cinzento dos carros e pelos vistosos vestidos daquelas que mais se subornam a si mesmas e sempre desviando o olhar a mendigos, que, como lhes chamo, não passam de meras migalhas espalhadas pelo sujo chão das pedras da calçada. Admito. Sou um homem!!

domingo, 25 de dezembro de 2011

My favourite present!

Humm, difícil. Gostei de tudo. Do casaco amarelo, do esticador de cabelo, dos brincos de princesa, dos bombons, do dinheirinho (que faz sempre falta!), dos vídeos que fizémos em família, das carinhas larocas e alegres dos que receberam as prendas que lhes comprei e dos miminhos todos!! Foi uma noite fenomenal. E espero passar o dia oficial de Natal ainda melhor. Bem, vou fazer óó, para amanhã estar fresca para a missa de Natal.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Preguicite aguda

Estou neste momento ainda sem tomar o pequeno-almoço e de pijama! Apenas mantida a sonhos e a preguiça. Bom, não é? Que mais posso eu pedir? Ali entre o dia 16 de Dezembro e 2 de Janeiro não pretendo curar-me desta (GRAVE!, ahah) doença.
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Voluntariado 6#

Ontem falou-se de lembranças passadas, de desejos futuros e como sempre, das suas famílias. Beijinhos ao meu grupo. 
Frase do dia: "És tão bonita como uma flor!" (senhor A*)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Um dia das férias de Natal

Acordo. Ou porque simplesmente já dormi o suficiente ou porque ouço a televisão excessivamente alta ou porque se discute entre fazer rabanadas ou sonhos. E eu grito: sonhos, sonhos!! E assim acordo logo animada. Visto o avental e toca a fazer receitas de natal. Entretanto vou petiscando e enchendo a barriga (açúcar logo pela manhã, saudável não?). Ainda antes de almoço ocupo-me a dar miminhos aos bichinhos cá de casa e a decorar a minha sala em tons de vermelho (todos os dias acrescento ou altero qualquer coisa). Embrulho prendas, espalho músicas de natal por toda a casa, obrigo a todos os de cá de casa a usar gorrinhos de natal e enfim, implanto rapidamente o espírito natalício. Ao fim do dia, vou fazer uma visitinha ao lar, aprender lições de vida e até receitas antigas (como uma senhora me insiste em ensinar, e eu adoro!). Muitos jogos em família, tipo cluedo e monopolio, muita televisão, tipo casa dos segredos (os malucos, segundo a minha avó), e afins. Bebo um chá bem quente e confortante e acabo por adormecer na sala na companhia da minha gata e das brasas da lareira... Eu suplico pelo natal, meninas e meninos!  

domingo, 4 de dezembro de 2011

Queimar pestanas

Acabado o ensaio de filosofia sobre do aborto lá vou eu navegar em ciclos de vida e tipos de reprodução... -.-

sábado, 26 de novembro de 2011

Voluntariado 4#

O companheirismo que ganham todas aquelas pessoas equilibra-se perfeitamente com a felicidade interior que levamos para casa, é tão bom dar como receber! Quem diria que entre aquelas quatro paredes existiam experiências de vida que nos completassem tanto, num simples canto existisse alguém que fora um bom escritor, um bom cozinheiro, um bom capataz de família, alguém de quem nós nos orgulhamos tanto de ter a sua companhia. É o remédio para todos os nossos males.
Frase do dia: "Fiquem cá para almoçar!" (senhor M*)

sábado, 19 de novembro de 2011

Menos bom :S

Voluntariado 3#

Mais uma vez, o remédio para os meus males! Um simples "bom dia" faz-me sorrir, um banal sorriso faz-me crescer, aqueles enormes corações impedem-me de mentir, onde é impossível perder a vontade de viver. Mesmo nas conversas mais curtas, pela doença não permitir a sua longevidade, alegro-me ao ouvir aquela palavra que compensa todo o silêncio, todas as lágrimas, todas as expressões... Uma palavra que faz mover multidões, uma palavra cujo nosso objectivo é ouvir e dizer todos os dias. Obrigado!
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Frase do dia: "Quanto vi a menina entrar, pensei logo que hoje já ia ter algum conforto." (senhora M*)

sábado, 5 de novembro de 2011

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E pronto, continuemos...

Voluntariado 2#

Lindo! Foi uma experiência soberba, que quero mesmo repetir! Fiz muitos amigos, conheci melhor outras pessoas e acabei por me conhecer melhor a mim própria. Os lares não são uma valente treta, como muitos os pintam, são sítios fantásticos com um ambiente incrível, carregado de experiências de vida. Basta lá entrar para aprender, para cresver, para viver. Sempre sorridentes, sempre a dar o nosso carinho, recebemos também muita atenção que é mais do que gratificante. No fim, nós ficamos a ganhar tanto como eles. Eles já nos queriam lá mais tempo e pediram mesmo para ficarmos para o almoço, mas não pode ser. Como em todos os sítios do mundo, haviam personalidades fortes e outras mais recatadas, uns faziam-se notar e outros nem tanto, uns mais felizes que outros, mas todos com um ponto em comum, além da faixa etária, valentes histórias que contar, incontáveis memórias e todos apologistas da distração! Bjs ao meu grupo.
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Frase do dia: "És muito querida, só tenho medo é que te esqueças de mim..."

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fui-me a baixo outra vez...

1190476068_largeGostava tanto de ser forte o suficiente para carregar este fardo. Quando pensamos que está tudo a correr razoavelmente bem, temos uma recaída... Quero esquecer este assunto, ainda que o sentimento perdure. Sonhos, pesadelos, até aqui isto insiste em me atormentar. Não quero que os que me rodeiam tenham pena de mim e que me tentem levantar o ego, porque não, não quero mesmo...! Além do mais, creio que seja uma tarefa impossível. Talvez a dor me alimente, não sei, talvez goste de arranhar esta ferida constantemente. Existem sempre coisas que servem de ligação, mas o que eu quero é o cerne da questão. Um fim absurdo.
I’m just complaining. It would feel good to shout out all my problems at the top of my lungs.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pausa de estudo, uff!

Halloween

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Quem não se lembra do seu disfarce de bruxa em criança? Quem não se lembra daquelas palhaçadas sem piada rigorosamente nenhuma? Quem não se recorda de querer encarnar o papel de pessoa má, enquanto que com aquela carinha de inocentes não enganávamos ninguém? E quem não avista na sua memória aquele vipe em que todos nos tornávamos pândegos ao saber que estávamos no dia 31 de Outubro? Tínhamos as nossas desavenças, as nossas rotinas, mas no dia de halloween lá estava a turminha toda junta e sem qualquer desacato para tornar reais aqueles actos burlescos! Tudo para nos armarmos em espertinhos e irmos ao cemitério à noite, onde uns tremiam de medo (eu!) e outros mostravam-se fortes, por uma questão de maturidade ou mesmo de valentia. Mas nós insistíamos em procurar aquela inexistência de luz, que talvez nos fizesse fortalecer a nossa débil armadura da infância. Um feixe de luz era motivo para ficarmos todos pálidos, pávidos e serenos como espíritos (que julgávamos que existiam), uma sombra era motivo de repousar a nossa vivacidade e aumentar drasticamente o diâmetro das nossas pupilas, um som era motivo de gritos e então se alguém nos tocasse, sentíamos toda a robustez a dissipar-se. À horinha de ir para casa (meia-noite!) lá íamos nós, com tamanho atropelo, ou eufóricos pela quantidade de doces, ou roucos de tanto discutir pela sua partilha ou então com os rolos de papel higiénico completamente gastos, as latas de chantilly vazias e uma mágoa profunda ao levar com milhentes portas na cara!... Sim, as travessuras eram a iguaria da noite, já doces, viste-los. Era uma balbúrdia completa, mas talvez fosse essa azáfama que nos fizesse sentir realmente unidos.

sábado, 29 de outubro de 2011

Presa a recordações? Always

Os sentimentos não se pisam, pois não? Os olhares não se apagam, pois não? As lágrimas não se recuperam, pois não? Os sorrisos não se negoceiam, pois não? Então isto não é uma questão de memória, é uma questão de coração...

Frustrante

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Suma de hoje

Cansaço, stress, irritação, vergonha, alguma alegria, foi tudo o que este dia me ofereceu! Aquela vontade intermitente de fechar os olhos nas aulas, aquelas gargalhadas impossíveis de soltar quando se descobre o resultado numérico de nomes de animais (se não perceberam não faz mal!), e uns tantos raspanetes e deveres em cima dos ombros, e aqui está a suma do dia. Próximo passo, estudar Português, depois de já dois testes feitos...!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Foi só mais uma terça-feira.

Um dia positivo pelo teste que recebi, um dia menos positivo (vá!) por outros factos que se mantêm preocupantes.

sábado, 22 de outubro de 2011

O que me irrita na minha geração

Não pretendo ser desprovida de honestidade, por isso, aqui vai a (extensa) listagem.
Odeio, odeio quando as criancinhas (sim, 12 anos!) se acham dignas de subir de posto pelo facto de terem namorado (bêbado e drogado). Acho ridículo aquelas menininhas que só recebem elogios dos avós e dos namorados (imaginários), se porem a abraçar gente meramente "conhecida", como se andassem com uma placa a dizer: não me subestimem! Não suporto aquela capa de gente pródiga, de gente culta, de gente icónica, que tantas (e tantos) insistem em colocar. Asco é o que melhor traduz estas pessoas. Nunca me cabe na cabeça aquela gentinha que usa óculos sem precisar, só porque a última tendência são óculos ray-ban. O que também não entendo é que mesmo nos actos discretos, a figura delas torna-se por si só sobeja, excessiva. Quando olho de relance, elas só me conseguem criar ambiguidade, porque penso que eu e outras pessoas somos mesmo diferentes. O mundo está assim, quem é diferente é porque é demasiado normal. Não me cabe na cabeça segredarem tanto, por uma questão de competição entre quem é a mais popular, como se devessem algo a alguém. Bibliografia, é simples: actos descabidos, palavras sem nexo, facebook´s, verbos audazes, olhares ousados, os latidos das cordas vocais e muita, muita lata! Foi só um desabafo.

Projecto actual: voluntariado

Começou ontem e percebi que quero mesmo isto! Nunca estamos sozinhos no mundo, existe sempre alguém a quem possamos dar a mão, sem interesses envolvidos, sem maus olhados, sem segundas intenções, apenas pureza naquilo que fazemos. Estou e estamos todos aptos para tornar o mundo melhor, porque ajudar não ocupa lugar. Não podia ter tido melhor grupo. Além da felicidade dos outros, vamos certamente esquecer os nossos problemas por uns instantes.
Vai ser tão, mas tão bom. Mal posso esperar. E vocês, já tiveram experiências destas?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Inverno, que venha ele!

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Além da seca psicológica e da seca que o tempo nos oferece, cada vez que olho para as minhas botinhas até me babo! Quero mesmo usá-las, percebem? Mesmo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Tumblr_lsjvv29dpw1qep56go1_500_large"Amar é o verbo revelado
Pela boca da divindade
Só deve ser invocado
Em caso de necessidade
Esse verbo não se explica
Á luz crua da razão
Ele é a jóia mais rica
Da arca da criação
Podem-no pôr no altar
frívolo duma canção
Praticá-lo até gastar
Mas não o invoquem em vão
(...)
Podem-no usar com rendas
Ou enfeites de algodão
Para tapar bem as fendas
Por onde sopra a solidão
Podem dá-lo ao desbarato
Podem-no até vender
Metê-lo no guarda-fato
E dá-lo à traça a comer
Podem-no usar no chão
Como capacho dos pés
Mas não o invoquem em vão
Não o sujem com clichés..."

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011