sábado, 16 de abril de 2011

Na estufa (4º dia)

Foi publicado um artigo no jornal aqui da região a anunciar a abertura de uma nova estufa. Resolvi por isso visitá-la, já que esta está aberta ao público para venda e visitas e situa-se a sensivelmente 10km da minha localidade, como constou na notícia. Se a minha escrita não dependesse das descrições daquilo que observo hoje não escreveria, pelo facto de ter tido uma discussão com o meu pai por ter ido passear de bicicleta em vão pela noite dentro. Aqui me encontro na estufa, um lugar acolhedor e com uma rara biodiversidade de plantas, as quais retratam os quatro cantos do mundo. Desde girassóis, plantas de chá, orquídeas, estrelícias e até tulipas tão típicas da Holanda, onde vive a minha prima. O cheiro que aqui se faz sentir penetra as nossas narinas e repousa sobre a nossa consciência. É como uma droga que deixa dependência. O meu desejo era o de albergar este cheiro dentro de mim e para sempre. Nem dei conta das horas passarem, o mais certo é ouvir outro repetitivo sermão. Despeço-me colando um trevo de quatro folhas aqui, no meu diário, já que passei toda a minha infância à procura de um e nunca o encontrei, onde aqui há à venda aos molhos!

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