quinta-feira, 21 de abril de 2011

Entre as eólicas (7º dia)

Situo-me cada vez mais perto das ventoinhas eólicas, as quais as vejo numa substancial e crescente altura. Subir esta colina tão agreste não é para qualquer um! Aqui estou eu, neste ponto de miragem, onde observo a ventoinha, a qual me serve de apoio e me faz clarear os olhos e sorrir ao deparar-me com aquelas dimensões. Parece que o nosso pescoço não tem ângulo suficiente para conseguir ver todos os cantos da eólica, estando eu por baixo dela. Como descrever esta paisagem? Bem, quanto a mim parece-me uma maqueta real e viva, coberta por um manto verde que forma a vasta vegetação com que me defronto, intersectada por tapetes cinzentos com riscas brancas, às quais chamam de estradas… Aqui sim, se devem ter desenhado fronteiras, já que se vêm nitidamente os limites das localidades daquele vale. De repente um barulho retrai-me e faz com que pare de escrever. Era a eólica a aproveitar a energia do vento, mexendo aquela espécie de asas, a qual faz deslocar inúmeras partículas que levantam uma brisa mais forte. Ontem fui ao cabeleireiro, de modo que não convém apanhar este vento! Aqui vou eu a caminho de casa, aproveitando a boleia dessa brisa…

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