sexta-feira, 15 de abril de 2011

Viagem nocturna (3º dia)

Encontro-me neste momento recostada a uma cabina telefónica, já que me parece ser o foco de luz mais próximo para escrever. Resolvi fazer uma viagem nocturna para experimentar os meus novos faróis da bicicleta. Até aqui parar fui submetida a algum frio e, segundo o meu relógio, corri o risco de apanhar gelo no piso. Na verdade um dos meus primordiais objectivos era visitar um pântano aqui perto que, como conta o mito, a sua água rejuvenesce as pessoas. Não me refresquei devido ao ar gélido que me envolvia, mas trouxe alguma para beber, pois pelo que consta é potável. Mas de facto o pântano era magnífico! Através da luz do meu telemóvel, e ainda bem que investi nele, vi desde algas azuladas a uma espécie de fetos aquáticos, desde um peixinho dourado a decoradoras pétalas de tons laranja e rosa que o vento pretendeu retirar prematuramente das esbeltas caducifólias… Toda esta pintura nocturna que se misturava com o som dos grilos a cantar... Esta viagem não irei eu esquecer. Espero voltar cá de dia. Depois de comer um pouco regressei a casa ao sabor do nascer do sol.   

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