quarta-feira, 10 de agosto de 2011

No shopping (15º dia)

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Hoje vim com umas amigas ao que se chama “shopping”! Sou uma típica rapariga da aldeia, mal convivi com espaços públicos quanto mais um local que ao que dizem está sempre repleto de gente bem arranjadinha, como lhes chamo. Acho surreal o aspecto dos tecidos ter um papel tão importante a desempenhar. Vamos ver o que me espera. (…) Chegámos a este grande edifício de bicicleta e mal eu imaginava que convencê-las a andar fosse tão suplicante. Eu bem lhes disse para não irem morar para a vila, agora estão mal habituadas. Enquanto as três investem o tempo a abordarem as novas tendências da moda e a olhar com ar dissimulado para quem julgam estar mal vestido, eu prefiro estar recatada neste banquinho de pedra tão só. (…) Depois agarraram-me na mão e fomos todas ver as montras. Fiquei boquiaberta ao ver os preços detalhados e com inúmeros dígitos e sobretudo apreciar aquele panorama eufórico que tanto as iludia, enquanto já tinham gasto balúrdios em coisas supérfluas. Foi aí que a Madalena me chamou: Irina! Vem cá! Vi este vestido lindo para ti! É claro que era caríssimo e nem pensei duas vezes em recusar. (…) Já cá fora, quando elas descansavam e bebiam um refresco, eu fiquei a pensar que seria algo novo para mim levar uma recordação daquele lugar, daquela futilidade, daquele mundo. De certa forma fiquei prendida com tudo aquilo e receava até as saudades que poderia ter daquela experiência tão diferente, a qual passou ao lado da atenção das minhas amigas. Fui a correr, dizendo que fui à casa de banho. Vim com a mochila mais cheia, mas mal elas repararam. Saímos. (…) Cheguei a casa e estou exausta, mas nada que se compare com o trabalho dos campos. Mal elas sabem que trouxe um par de sapatos de saltos altos!!

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