sábado, 26 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

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Quero cantar e reduzir-me ao singelo de uma nota musical. Quero escrever e reduzir-me à humildade de uma palavra. Quero sonhar e reduzir-me ao desejo recalcado. Quero viajar e reduzir-me à descoberta. Quero pintar e reduzir-me à honestidade de um quadro. Quero dançar e reduzir-me à pureza de um movimento. Quero ouvir o mar e reduzir-me ao seu infinito. Quero brindar e reduzir-me a um motivo de felicidade. Quero apagar as luzes e reduzir-me ao medo. Quero voar e reduzir-me à liberdade. Quero saltar a cerca e reduzir-me à aventura. Quero quebrar regras e reduzir-me à rebeldia. Quero ir às compras e reduzir-me ao sorriso fugaz. Quero andar à chuva e reduzir-me à simplicidade. Quero cheirar uma rosa e reduzir-me à sua essência. Quero fotografar e reduzir-me à realidade. Quero amar e reduzir-me à magia.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ricardo Araújo Pereira 8*

“(…) O primeiro-ministro estava a discursar numa universidade quando um grupo de estudantes se levantou e, em silêncio, exibiu uma faixa que dizia: "Demite-te". Os seguranças de Passos Coelho, temendo que aquelas oito letras pudessem pôr em perigo a integridade física do primeiro-ministro, aproximaram-se dos estudantes e tentaram tirar-lhes a faixa. (…) Os seguranças, que privam com ele diariamente, conhecem o zelo com que o primeiro-ministro cumpre directivas, e talvez tenham receado que ele pudesse satisfazer a ordem dos estudantes com a mesma velocidade com que satisfaz as de Angela Merkel. Acabou por não ficar completamente esclarecida a intenção dos seguranças. Quereriam remover a faixa por completo? Fazer-lhe alterações que a tornassem mais decente, por exemplo substituindo a familiaridade malcriadona do "Demite-te" por um mais formal "Demita-se?" Ir um pouco mais longe e alterar a mensagem para um muito mais cordial "Demita-se, se faz favor"? Recomendar-lhes que optassem pela humildade compreensiva de um "Pondere demitir-se, mal encontre tempo para isso na sua preenchida agenda"? (…) Não chegámos a perceber o objectivo da intervenção dos seguranças, porque Passos Coelho interveio (…). Disse ele: "Pedia ao Serra que deixasse os senhores ostentarem o cartaz sem nenhum problema, porque vivemos, felizmente, numa situação de boa saúde da nossa democracia, e não vemos nenhuma razão para que os senhores não possam ostentar as faixas que entenderem." (…) Nos países que vivem uma situação de boa saúde da democracia, o primeiro-ministro não tem de pedir aos seus seguranças que deixem os cidadãos manifestar-se como entendem. Lá, os cidadãos não têm autorização para se manifestar, têm o direito de o fazer. (…).”

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Conversas à pressa

Mãe: Então está na hora de ir para a escola e tu estás a arranjar o cabelo?
Eu: Simm. E depois?
Mãe: O que é que é mais importante?
Eu: Queres mesmo que te responda?
Mãe: Tu andas tolinha.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Como começaram o ano?

Comecei o ano com a minha mãe a dizer: vai pôr a mesa!
E, passado uns minutos, começou a tocar a sirene -.-

2013

Ano importantíssimo, este! Esperam-me tantas e tantas aventuras, desafios, percalços, objetivos, adaptações, conformismos, frustrações... Enfim, tudo o que vai fazer dele o ano mais importante até hoje. Espera-me um intra-rail fantástico. Esperam-me os exames que, como sempre, são determinantes. Esperam-me os meus 18 anos, que me irão largar aos poucos da adolescência. Espera-me o tirar a carta, talvez, onde o meu nervosismo vai ser testado. Espera-me a escolha do curso, que me implantará a seriedade em que se estará a tornar a minha vida. Espera-me, depois, a candidatura, onde a minha vida é mudada num simples papel. Espera-me, por fim, a ida para a Universidade, onde a minha indepência vai ser tirada a ferros. Espera-me uma casa nova, por onde começará a minha socialização. Espera-me uma nova rotina, onde acordarei agoniada por saber que "agora" vivo noutro cenário de vida. Esperam-me pessoas novas, que serão a causa do meu estado de espírito. Espera-me o saber cozinhar, que sublinhará o meu pouco geito para os cozinhados. Espera-me a gestão do dinheiro, onde a minha responsabilidade vai ser posta à prova. E espera-me o saber lidar com as saudades, que será certamente o mais difícil.  
Vou deixar as montanhas sossegadas pelo alvoroço da metrópole. Será divertido? Ou simplesmente positivo? Será entusiasmante? Ou meramente acolhedor? Será desgastante? Ou simplesmente cansativo? Serei feliz? Ou meramente satisfeita?