quinta-feira, 7 de julho de 2011

Teatro ao vivo (12º dia)

Hoje bati o meu recorde de quilómetros na minha bicicleta. Andei só para vir 57km! O que me fez madrugar. Tudo para ver um teatro que se irá realizar ao vivo e que mostrará os melhores declamadores do país a representar poemas publicados de ilustres poetas como Luís de Camões, Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner, António Gedeão e Fernando O´Neill. O sol não pretende de maneira nenhuma deixar este local, mas creio que esta viagem não foi em vão, dado que o cenário do teatro parece real e é simplesmente fantástico. (…) Começou o teatro depois das bancadas se terem apilhado de gente. (…) Ser declamador não é pêra doce! É preciso expressão, garra, vontade de vencer e é de facto fundamental encarnarmos a própria vida e costumes da personagem, nem que o tenhamos de fazer na vida real, e não basta apenas nos apresentarmos bem fardados. Ainda por cima tendo em conta a responsabilidade que estes actores hoje carregaram por representar pessoas tão célebres. Estes teatros fazem-me sempre valorizar as intensas letras destes poemas, não sei onde é que os poetas daquela época iam buscar tanta inspiração! Nem sequer havia boa música na altura… Talvez a natureza e os amores ao longo da vida dos poetas, especialmente os de Camões, se encarregassem sempre disso. A leitura de facto sofrera grandes alterações, como este teatro também retratou um pouco essa evolução, antes os poetas eram ávidos do prazer e das alegrias que a escrita lhes oferecia, mas agora parece tudo uma ânsia e uma luta pelo reconhecimento e pelo capital que daí floresce. Lá está, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Infelizmente! (…) Chegado ao fim e ganhado um autêntico bronze estou de volta a casa.  

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