sábado, 28 de janeiro de 2012

Voluntariado 9#

Um pézinho de dança, muita música, muitas histórias, muitos pontos de vista, muitas personalidades merecedoras de um óscar, muita bondade e mais uma sessão de manicure, foram tudo boas razões para ir àquele lar! Reclamações, caprichos e vaidades são encarados somente com um sorriso.
Frase do dia: "Muita sorte para a sua vida, senhora!" (eheh, já sou uma senhora)

Estado de hoje

sábado, 21 de janeiro de 2012

Voluntariado 8#

Dia de pintar as unhas às senhoras.
Frase do dia: "Deviam encurtar era os horários da escola para virem cá mais vezes!" (senhor A*)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

(in)capaz de suportar

Ao subir a este rochedo, muitas derrocadas houveram, muitos esforços conseguidos, muitas áreas polidas me deixaram escorregar... enfim. Julguei estar já isolada de pensamentos que outrora eram constantes a todos os segundos, mas enganei-me. Ainda sofro. Feliz, mas apenas amante do passado. Confiante, mas só esperançosa no que já passou. Relutante, mas somente fiel às luzes que se apagaram. Saltitante, contudo apenas crente na água que corria. Alegre, porém só visionária dos ventos remotos. Cintilante, todavia apenas recordo o fogo que se apagou, sem brasas deixar... A porta fechou-se, as luzes apagaram-se, o lume deixou de arder, as últimas gotas do copo secaram sem marcas dos lábios deixar, a escuridão dos cantos da sala tomaram relevo, os quadros revestiram-se de teias de aranhas, os armários ficaram vazios, as sombras eram apenas dos espíritos, a única presença era apenas do eco, o chão empoeirou-se de pó e cinzas, as portadas fecharam-se, os passarinhos deixaram de cantar, o galo foi degolado, o sino deixou de tocar, os animais domésticos da casa ficaram mortos e crus na estrada negra de alcatrão, as pedras da calçada ganharam musgo, e musgo negro, o trânsito estancou, as luzes da rua fundiram, o sol deixou de brilhar, os eclipses vieram para ficar, o rouge passou a ser a cinza dos corpos queimados, os diamantes passaram a ser as pedras lançadas pelos vulcões, a comida deixou de ser comida, o chão deixou de ser pisado, a fome e o racismo deixaram de ser debatidas, as doenças nem corpos tinham para se proliferar, as cores deixaram de existir, a primavera ficou extinta, e o mundo desapareceu... Fiz uma vénia ao medo, coroei a aflição, fui serviçal do engano, mas fui cleópatra do amor...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Crua escuridão"

(RAP/POEMA ORIGINAL ACERCA DOS INFORTÚNIOS DO SER HUMANO)

Cliquem no "play" antes de ler!

video
Neste mundo de desacatos, inexperientes e calouros,
Quem furta e quem rouba é quem recebe os louros.
A ira, a fúria, o rancor e a obstinação,
São as armas que usas contra o teu próprio coração.
Escondidos atrás de boatos, rumores e olhares,
Difamas e destróis, sem a ti julgares.
Abalamos das discussões com pedras na mão,
Mostramo-nos seres sem sangue, sem amor, sem paixão.
Manchamos a imagem de amigos, família e Deus,
Os interesses com que lidas são somente os teus.
Falsos, hipócritas, juízes de nós mesmos,
É só uma amostra do que somos;
Comemos os outros como banais torresmos,
Já que sempre seres humanos fomos.
Devotos na guerra, crentes na vaidade,
Ciumentos, ladrões, mentirosos, o que for,
Damos as mãos à falsidade, abraçamos a crueldade,
E fazemos tudo isto com tamanho esplendor.
Para quê ser voluntário, altruísta,
Religioso e inocente,
Se a vida não passa de um ato egoísta,
E se a todos enganamos com tal discurso convincente.
Só usamos golpes baixos à base de presunção,
Por isso fica atento, irmão, a este refrão.
Manipulamos e somos manipulados,
Apunhalamos com punhais,
Passa-nos ao lado o nosso ar de desgraçados,
Onde não passamos do patamar dos animais.
Descemos baixo sem o verbalizar,
Tudo isso para um posto conquistar,
E por mais que esteja para aqui a cantarolar,
Um mundo novo não vou eu desarrolhar!