sexta-feira, 29 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Recomeço das aulas

Lá vou eu recomeçar a rotina de casa-escola, escola-casa onde me sento na mesma cadeira de sempre...
Nesta segunda semana já me espera um teste intermédio.
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domingo, 24 de abril de 2011

O "FIM", o destino, o inevitável...

Sempre me questionei acerca deste tema tão refugiado e oculto que todos procuramos esconder atrás da insegurança e da desconfiança, no entanto todos sabemos que temos esse estúpido fim. Sempre que foco este assunto na minha cabeça concentro ideias, imagens e medo à mistura, mas é das coisas que não consigo transmitir escrevendo meramente, sendo que as palavras não explicam nem justificam o impacto da morte, talvez por isso haja tanto silêncio nos funerais. Acima do sofrimento que causamos aos outros, acabamos nós próprios por navegar na obscuridade e por desaparecer, desfazendo-nos de todos os valores que aprendemos na Terra, todo o conhecimento que adquirimos, todas as pessoas que conhecemos, todas as horas de diversão que tivemos, todos os impulsos, todas as horas de trabalho, todos os problemas, todos os frutos que demos ao mundo… Já que tanta coisa nos corre mal na vida, porquê que nem com esse mal podemos ficar? O ser humano prefere contornar este assunto ingenuamente, dizendo que temos de morrer porque depois nem haveria espaço para todos. Mas porque morremos? Porque deixamos tudo para trás, com o rasto de umas quantas lágrimas e sofrimento que apenas sufoca quem mais gostamos? Porque deitamos tudo a perder naquele último segundo de vida? Se calhar os seres racionais têm de viver iludidos com a vida, abstraindo-nos do seu fim, para que esta seja realmente favorecedora. Podemos dizer que a vida é tudo o que nos criou, é tudo o que nós ajudámos a criar, é tudo o que aprendemos, vivemos, é tudo uma construção que nos melhorou fisicamente e psicologicamente, a vida somos nós, a vida é tudo!!! Mas é impossível explicá-la concretamente, e se ninguém de nós sabe bem definir a vida é porque a morte também não tem explicação. Enquanto ninguém souber explicar realmente a morte, o ser humano nunca irá ser perfeito, pois a palavra “VIDA” é como uma ilusão, pois acaba tudo, desaparece tudo… é pior que uma catástrofe, pois a morte deixa saudade. Eu quero crer que esta vela que se apaga deixa rasto, tal como a sua cera. Será que vamos conhecer uma outra vida depois disto tudo que batalhámos para conhecer? Será que a vida lá em cima, essa sim, é duradoura? Será que aquelas pessoas que são autênticos monstros têm o direito de ter o mesmo fim que nós? Até que ponto a nossa vida, os nossos actos e a nossa morte é digna? Mas já pensaram… se a morte não existisse não haveriam assassinos nem homicidas, e se a morte realmente não existisse não poderia haver dor nem sofrimento, não haveria por isso tortura a inocentes nem a animais indefesos. O mundo seria muito melhor, a maldade acabaria por completo. Poderíamos ser muitos e com pouco espaço para nos movermos, mas haveria mais bondade e não aquela competição entre seres humanos, que levaria sempre ao último caso, a morte. O problema é que esse mesmo último caso estraga tudo, às vezes por decisões tomadas no momento. Aqui fica o meu olhar sobre o “FIM”, o qual vive enraizado a nós para sempre.

sábado, 23 de abril de 2011

Boa Páscoa a todos!

No jardim de infância (8º dia)

Encontro-me aqui encostada à janela que eu tanto mirava em criança, talvez já andando eu à procura de uma inspiração para escrever. O ambiente lá dentro é de barafunda, como sempre fora à uns largos anos, exceptuando as sessões de histórias após o almoço. A infância é o passaporte da nossa vida, sem ele não há viagem para ninguém, é um álbum de recordações que não podemos negar, é uma paz interior e uma algazarra exterior que nos completa, é a fatia da nossa vida que só deve desaparecer se morrermos, é a inocência espelhada nos nossos actos… Mas para mim, que já a vivi, é mais do que toda essa transparência, aliás, é mais do que qualquer palavra escrita num simples e banal papel. Cada vez que olho para aquelas crianças vejo-me a mim e à máquina do tempo a retroceder. Esse desejo de voltar a ser criança é como um impulso involuntário que guardarei ao longo da minha vida, esperando que no céu seja possível voltar a ser criança! Deixei de imaginar aquele tão semelhante ambiente pelo facto de um raro silêncio me invadir o espírito. Era mais uma sessão de histórias, onde as crianças já estavam a entrar no mundo dos sonhos e a repousar as suas personalidades. Vou levar este silêncio na minha alma para assim regressar em segurança.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Entre as eólicas (7º dia)

Situo-me cada vez mais perto das ventoinhas eólicas, as quais as vejo numa substancial e crescente altura. Subir esta colina tão agreste não é para qualquer um! Aqui estou eu, neste ponto de miragem, onde observo a ventoinha, a qual me serve de apoio e me faz clarear os olhos e sorrir ao deparar-me com aquelas dimensões. Parece que o nosso pescoço não tem ângulo suficiente para conseguir ver todos os cantos da eólica, estando eu por baixo dela. Como descrever esta paisagem? Bem, quanto a mim parece-me uma maqueta real e viva, coberta por um manto verde que forma a vasta vegetação com que me defronto, intersectada por tapetes cinzentos com riscas brancas, às quais chamam de estradas… Aqui sim, se devem ter desenhado fronteiras, já que se vêm nitidamente os limites das localidades daquele vale. De repente um barulho retrai-me e faz com que pare de escrever. Era a eólica a aproveitar a energia do vento, mexendo aquela espécie de asas, a qual faz deslocar inúmeras partículas que levantam uma brisa mais forte. Ontem fui ao cabeleireiro, de modo que não convém apanhar este vento! Aqui vou eu a caminho de casa, aproveitando a boleia dessa brisa…

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Na quinta (6º dia)

Bem, felizmente o tractor já arrancou. Digamos que hoje resolvi entrar à socapa numa quinta. Soube da sua existência quando escutei inevitavelmente uma conversa entre a minha mãe e a minha avó. Pela descrição parece-me ser esta. Aqui a brisa não podia ser mais leve e refrescante, exceptuando o bafo das vacas e dos bois… esse sim é pesado e faz-se notar pelo nosso olfacto! Eu adoro quintas, mas não é um gosto efémero que passa apenas por olhar para eles (os animais) e dar-lhes comida, mas ser amiga deles e observar os seus comportamentos. Além do confronto entre os mais diversos gemidos, o ambiente aqui é calmo. Desde os animais mais pequenos, coelhos, pintainhos, patos e até um lago de cágados, aos maiores, como vacas, bois, porcos, cabras… Todos devoram a comida com uma rapidez incrível, enquanto nos picos de silêncio se ouve o leite das vacas a cair para um bidão num som decrescente. Enquanto os cães fazem algazarra, as galinhas depenam-se umas às outras, os porcos tentam derrubar a porta e os gansos vão bebendo água em filinha, as vacas, animais ruminantes, pastam com toda a sua calma, achando-se bastante superiores e donas do seu nariz. Já oiço o tractor lá ao longe, de modo que vou só dizer adeus a um esbelto cavalo de grande porte que se tornou bastante sociável, para assim pedalar rumo a casa. Mas antes vou pôr as minhas sapatilhas apresentáveis.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Na linha de comboio (5º dia)

Pedalei, suei e mais uma vez viajei. Tudo para observar de perto os raros e vagos vestígios que restam de uma linha de um caminho-de-ferro. Simples ferros intercalados, enferrujados e abandonados, mas com um significado tal que me fez avivar memórias passadas, através de histórias dos nossos avós e livros antigos, já que os caminhos-de-ferro não são do meu tempo! Encostei-me a uma árvore com uma vasta copa, que se fez sentir na sua abrangente sombra, e imaginei aquele antigo ambiente, que os filmes retratam a preto e branco, recheado de fumo e alvoroço, mas acima de tudo de alegria. O condutor puxava constantemente a maçaneta, que soltava o clima aparatoso de festa e se faz sentir no som do apito, para chamar a atenção, as pessoas estavam sempre curiosas ao ver a paisagem a mudar como quem segura uma tela e se põe a correr adjacentemente ao comboio, as crianças a tropeçarem umas nas outras para se dirigirem para a saída… Depois, as paragens de um comboio é como a vida, podem ser boas, se as pessoas mostrarem um sorriso rasgado e vierem com os seus esbeltos vestidos floridos até aos pés, ou más, se as fagulhas que o comboio largou fizeram questão de pintar de preto as suas apresentáveis roupas. Dessas paragens podem também resultar grandes surpresas ou grandes desilusões, tal como o tamanho das suas bagagens. Acordei deste sonho com o barulho de uma maçã a cair no chão, mas infelizmente a lei da gravidade já fora descoberta. Passei do alvoroço para a calma… E aqui vou eu a caminho de casa.  

sábado, 16 de abril de 2011

Na estufa (4º dia)

Foi publicado um artigo no jornal aqui da região a anunciar a abertura de uma nova estufa. Resolvi por isso visitá-la, já que esta está aberta ao público para venda e visitas e situa-se a sensivelmente 10km da minha localidade, como constou na notícia. Se a minha escrita não dependesse das descrições daquilo que observo hoje não escreveria, pelo facto de ter tido uma discussão com o meu pai por ter ido passear de bicicleta em vão pela noite dentro. Aqui me encontro na estufa, um lugar acolhedor e com uma rara biodiversidade de plantas, as quais retratam os quatro cantos do mundo. Desde girassóis, plantas de chá, orquídeas, estrelícias e até tulipas tão típicas da Holanda, onde vive a minha prima. O cheiro que aqui se faz sentir penetra as nossas narinas e repousa sobre a nossa consciência. É como uma droga que deixa dependência. O meu desejo era o de albergar este cheiro dentro de mim e para sempre. Nem dei conta das horas passarem, o mais certo é ouvir outro repetitivo sermão. Despeço-me colando um trevo de quatro folhas aqui, no meu diário, já que passei toda a minha infância à procura de um e nunca o encontrei, onde aqui há à venda aos molhos!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Viagem nocturna (3º dia)

Encontro-me neste momento recostada a uma cabina telefónica, já que me parece ser o foco de luz mais próximo para escrever. Resolvi fazer uma viagem nocturna para experimentar os meus novos faróis da bicicleta. Até aqui parar fui submetida a algum frio e, segundo o meu relógio, corri o risco de apanhar gelo no piso. Na verdade um dos meus primordiais objectivos era visitar um pântano aqui perto que, como conta o mito, a sua água rejuvenesce as pessoas. Não me refresquei devido ao ar gélido que me envolvia, mas trouxe alguma para beber, pois pelo que consta é potável. Mas de facto o pântano era magnífico! Através da luz do meu telemóvel, e ainda bem que investi nele, vi desde algas azuladas a uma espécie de fetos aquáticos, desde um peixinho dourado a decoradoras pétalas de tons laranja e rosa que o vento pretendeu retirar prematuramente das esbeltas caducifólias… Toda esta pintura nocturna que se misturava com o som dos grilos a cantar... Esta viagem não irei eu esquecer. Espero voltar cá de dia. Depois de comer um pouco regressei a casa ao sabor do nascer do sol.   

quinta-feira, 14 de abril de 2011

No telhado de uma casa de pescadores (2º dia)

Aqui me encontro eu, no telhado de uma casa de pescadores, depois de tanto pedalar neste tremendo deserto, já que o suor não me largou por um segundo. Foi uma viagem de um calor tal e de uma constante declamação por um refresco, que talvez não volte a trazer a minha bicicleta por estes lados. Tive a rara sorte de encontrar uma escada velha e esta linda casa que parece só ter companhia de manhã, já que os pescadores voltam de madrugada. Estou cansada, é um facto, mas acho que esta paisagem tão rica em harmonia me compensa os ânimos, graças à elevada altitude desta casa. Daqui vejo uma imensidão de casas e de outros telhados, alguns dos quais já sem cor definida de tanto apanhar raios de sol, miro um bando de pássaros que lá ao longe sublinham os limites de um pomar, pondo-me a desvendar os desenhos que eles vão fazendo no céu, como seria de esperar vejo o mar, e toda a sua costa que faz questão de desenhar o areal da praia através da espuma branca da margem, oiço o chiar de um baloiço azul-escuro, que contrasta com o azul do mar, oiço também risos de homens que, quanto a mim, já têm alguma idade e que com alguma simpatia afirmo que apreciam um bom vinho… Já no pôr-do-sol estou de volta a casa.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Bairro social (1º dia)

Ando eu a vaguear por um bairro dito normal. Desloco-me sob os velhos paralelos desta rua que me fazem estremecer a bicicleta e o coração. Pairo eu ao sabor do vento, cuja direcção se impõe no meu caminho e me guiou para este bairro social. Aqui a alegria é como um bafo de calor no Verão, nem à sombra nos despedimos dele. Aqui a honestidade é como a nossa sombra, não nos larga. Aqui a entreajuda é como o coração, um bem vital. Ao virar a esquina deparei-me com crianças a jogar inocentemente com a bola da vida, a qual nem sempre segue o rumo da baliza ou por vezes se põe do lado do adversário. Logo à frente deparei-me com um grupo de jovens que se uniam pela dança da capoeira onde uns caiam e outros armavam espectáculo. No quarteirão seguinte decorreram competições de skate, o qual lhes dá uma rampa de lançamento para a popularidade. Jovens estes que se seguram numa prancha com rodas! Não dá para me interiorizar. Uns metros à frente segui o ritmo dos rappers, batendo com as mãos nos joelhos, mas mal eu consigo tirar ambas as mãos da bicicleta. Improvisavam desenfreadamente e com um notável talento e rapidez, tal como eu inspirava aquele ar puro. Já no terminar daquele bairro, como assim indicara a placa, começam a aparecer gotículas em direcção descendente, as quais repousaram sobre a terra seca, os velhos paralelos e a relva que se tornara fresca. Agora de impermeável, já que a prevenção é tudo, estou a caminho de casa (parando eu uns segundos para escrever esta frase). Já em casa a minha bicicleta repousou, escorrendo gotas de água e ansiando pela próxima viagem.

Nova etiqueta

Bons dias caros leitores!
Vim por este meio informar a criação de uma nova etiqueta, cuja designação será "Devaneios num diário imaginado". Nestes textos irei colocar-me na pele de uma viajante que se lança à aventura para vários ambientes possíveis. Tanto pode entregar-se à natureza e ir de bicicleta ao encontro da paz como ir para países distintos quando a vida o permitir como simplesmente as suas peripécias numa vida aparentemente normal.
O primeiro texto irá ser publicado recentemente. Fiquem à espera ;)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nós, os seres humanos...

Somos nós, os seres humanos, seres ditos “complexos”. Complexos na sua existência, na sua compreensão, no seu estar e na sua destruição. Seres dotados de inteligência, a qual é primeiramente usada em actos fúteis que aos poucos e poucos irão destruir a nossa própria casa, a Terra, um planeta que deveria estar em crescimento, mas nunca em regressão e degradação. Não basta dizer que até ingerimos outro animal às fatias, que torturamos as demais espécies para ter um simples casaco de pele, que acabamos com outras espécies para interesses estúpidos ou por um mero acaso… mas que com estes e outros tantos actos vamos acabar connosco, contribuindo para a extinção do próprio ser humano. Construímos cada vez estradas mais largas, mas temos pontos de vista mais pequenos, compramos mais prendas, mas não somos capazes de ir ao outro lado da rua ter com o nosso vizinho, temos mais hospitais, mas menos saúde, temos mais escolas, mas menos educação, temos igrejas renovadas, mas menos crentes, mais apoios psicológicos, mas mais gente dependente de vícios, mais prevenções para a gravidez, mas mais abortos, mais valores materiais, menos valores emocionais… Sejamos realmente racionais e lembremo-nos do ser que nos faz ser!     

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"Um bem não deixa de ser finito"

(SONETO ORIGINAL SOBRE A TEMÁTICA DO DESCONCERTO DO MUNDO)

Este presente mundo de mudança,
Ao qual nos submetemos livremente,
Não passa de uma fugaz aliança,
Que acordámos nesta vida incoerente.

Aqui, reina a doente hierarquia,
Aqui, se gerem tantos infortúnios,
Aqui, se une a guerra e a ousadia,
Aqui, choramos múltiplos augúrios.

Um simples espaço de escassos valores,
De rígidas lágrimas prematuras,
Egoísmo e tais fortes dissabores.

São vis traços de reais esculturas,
Onde na vida surge um régio grito,
Porque um bem não deixa de ser finito.

Portal das curiosidades

A probabilidade de vivermos até os 116 anos é de um em 2 bilhões!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Estes últimos dias...

...põem-me profundamente irritada pelo simples facto (que não é simples) de haver constantemente auto-avaliações, onde todos competem entre si. -.-"
É inevitável passar por tudo isto!
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

"Transformas-me em ambição..."

"(SONETO ORIGINAL SOBRE A TEMÁTICA DO AMOR)
Desde o espontâneo sol do teu cabelo,
Ao teu belo e acetinado rosto,
Desde o teu par de azuis cristais de gelo,
Ao teu aromático cheiro exposto.

Desde os teus suaves carnudos lábios,
Aos teus leves pés de rara estatura,
Desde as tuas macias mãos de sábios,
À tua real e fina cintura.

De facto, tu transformas-me em ambição,
Mal passas, repenso e julgo a ilusão,
Algo vil a um ser tão grandioso.

Perante tal áspero sofrimento,
Torna este laço um tanto poderoso,
Ou rompe de vez este sentimento.

Portal das curiosidades

Em 10 minutos, um furacão produz mais energia do que todas as Armas Nucleares juntas.
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