domingo, 27 de outubro de 2013

Miguitos, desculpem

A ausência de publicações deve-se à falta de internet na minha casa em Coimbra! E além disso, já entramos na época das frequências. Beijinhos

Universidade

Já lá vai um mês de universidade! Mas ainda só consigo ver a cidade de Coimbra como um local de passagem, como a rotina típica dos transportes e das festas à noite. Passo o tempo a contar as horas para ir embora, para chegar a casa e sentir-me novamente criança, para aconchegar-me nos lençóis e saber que tudo o que me rodeia é realmente meu e foi escolhido com o maior carinho, para me sentir acolhida pelas memórias e histórias de cada metro quadrado, para sentir o sol do ângulo da minha janela, para ver o mundo da perspetiva do meu telhado.
Tive um batismo muito especial, tenho uma madrinha encantadora e super parecida comigo, acredito que estou no caminho de arranjar amigas para a vida, acredito também que a minha paixão pelas fardas me vão prender àquela vida e espero veemente que a saudade não me mate por dentro como tem acontecido... Muito se fala de experiências de outros estudantes e todas as histórias acabam da mesma maneira: as lágrimas por se deixar a vida de Coimbra. Mas enquanto, do outro lado, estiver à minha espera uma pessoa de coroa na cabeça, a minha vida nunca pertencerá a Coimbra.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Palavras soltas


Obcessão em forma de coração. Amor em forma de brasão.
Saudade escondida em olhos de pirata. Racismo cozido numa pele de mulata.
Alma guerreira alojada numa armadura. O eco do passado nos tempos de ditadura.
O tempo preso ao bolor do pão. A inocência perdida em forma de condão.
O stress agarrado numa unha. A essência despejada numa alcunha.
A surpresa a morar num bebé prematuro. O realismo espelhado num cruel futuro.
A injustiça na aliança do dedo de um juiz. O aroma perpetuado num barato verniz.
O sol escondido numa montanha. A maldade senhoria de dentes de piranha.
A esperança adormecida num penhasco. O desperdício existente no fundo de um frasco.

domingo, 13 de outubro de 2013

Conversas que deixam saudade

Luísa: Que merda é aquela de toda a gente agora pôr o nome na nutella?
Eu: É giro porque podes pôr lá o teu nome e é só enviar o código postal que é de graça.
Luísa: Só as pessoas sem cabeça nenhuma é que se metem nisso!
Eu: Acabei de me sentir decapitada.
Luísa: Era esse o objetivo!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Terceira semana na uc


A palavra "adaptar" continua a ser difícil de ouvir, o conformismo pelas tradições continua insuportável e a injeção de espírito positivo continua forçada... Cada passo que dou naquela cidade é como se transportasse um peso enorme em cima das costas. Um passo lá equivalem a dez passos aqui. Preciso do cheiro a infância que só a minha casa tem, preciso de cada recanto da minha vila escondida num vale, talvez precise de nascer novamente!