domingo, 29 de setembro de 2013

Segunda semana na uc

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Mais uma semana que passou! E ainda bem que já lá vai! As saudades sufocaram-me até ao último minuto e, mais uma vez, a contagem dos dias tornou-se uma travessia pelo deserto. Sempre que haviam praxes ia-me abaixo, tal como quando saí da minha primeira aula de matemática de cariz altamente traumático. Ainda permanece na minha cabeça um mistério. O de saber como as pessoas ficam nas festas até de madrugada e no dia seguinte aparecem nas aulas de manhã como se nada tivesse acontecido. Totalmente frescas, enérgicas e sem olheiras! Esta conjugação da vida escolar com a vida social ainda não faz muito sentido na minha cabeça. Agora sinto alguma pressão em marcar presença nas praxes e sempre vou achar que as aulas já me tiram tempo que chegue. Eu preciso do meu espaço, preciso de umas horas do dia para estar no meu canto a repousar e a mastigar as saudades que me atormentam. Por mais que isto alimente o meu tédio eu quero este tempo solitário para mim mesma! Os minutos antes de adormecer não me bastam para refletir. Só vos digo que os fins de semana passam demasiado rápido e nem quero pensar que amanhã por esta hora já não estarei aqui, na minha terra, na minha vida...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Primeira semana na uc

A minha cabeça está mais confusa do que um novelo! Pensava chegar a casa extremamente aborrecida e angustiada ou com um sorriso rasgado e um positivismo nos olhos, mas acontece que estes sentimentos extremistas deram lugar a uma indiferença tal que me desorienta a todos os níveis, na medida em que nem eu própria me entendo. Depois de já passada a primeira semana na universidade, estranhamente, não consigo ter uma opinião formada acerca desta experiência, não consigo fazer uma descrição subjetiva e emocional acerca da minha primeira semana a viver na cidade de Coimbra. Acho que por enquanto só sou capaz de narrar friamente os acontecimentos. Talvez o choque tenha sido tão grande que me colocou numa situação pós-traumática, ou talvez as saudades de casa me tenham condicionado o apego por aquela rotina. É certo que as praxes foram leves relativamente a outras zonas e a práticas de outros anos, já que a receção se reduziu a brincadeiras, músicas e perguntas sem maldade. Com alguma força interior, vontade em fazer amigos e espírito descontraído as praxes aguentam-se bem! As pessoas são amigáveis e acolhedoras, a cidade é simpática e não tão grande como julgava, os professores parecem-me razoáveis, as matérias parecem-me interessantes, mas as saudades fazem-me sentir que nada disto vale a pena... Todo este esforço em busca de uma concretização pessoal não me dá a felicidade que possuía quando não havia uma distância entre alguém especial. Trago a força dele na algibeira, o sorriso dele estampado no meu, o seu coração numa caixinha de ouro e o resto, só Deus sabe! Tento manter-me firme como um pinheiro novo cheio de garra para conhecer o mundo, mas por dentro sou uma flor murcha, pisada pela coragem de outros, seca de carinhos, despida de cor, abandonada pelo sol e presa às derrotas da vida.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Chegada a casa

Cansada. Sonolenta. Com muito que contar. Com coisas para arrumar. Com saudades ainda por matar.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Após os resultados

Passaram dois dias. Fizeram-se já duas viagens a Coimbra. Já se arranjou um quartinho jeitoso e as coisas parecem encaminhadas. No entanto, o stress acumula-se e a rotina vai-se alterando, enfim, o mundo está a mudar à velocidade de xita! Parece que a própria pressão das coisas se está a sentir a ela própria pressionada! Estas viagens estão a dar cabo de mim e sinto-me como alguém que está a ser obrigada a focar-se em interesses alheios, a seguir forçosamente um caminho traçado por terceiros, a bater palmas ao que é tradicionalmente aceite. E tudo porque me enfiam num carro e me põem a ver casas, tudo porque sufocam os meus ouvidos com palpites acerca do curso e da bagagem, porque todos os outros se vestem de pioneiros para que eu, por "instinto", os siga! A situação é extremamente fácil para vê as coisas do lado de fora... no final das contas eles só têm de dar o empurrão que implica somente gastarem uns euros de gasolina! Perguntam-me o que sinto? Medo.

domingo, 8 de setembro de 2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Please

Dia 3 de Setembro. A ansiedade continua a ser a rainha do dia, continua a atormentar-me e a seguir-me como um animal portador de um apetite voraz. Tudo me passa pela cabeça. Imagino praxes exigentes, uma cidade assustadora à noite, uma casa longe do mundo, dos risos e do calor humano, o espírito competitivo dos alunos, um dia de matrículas arrepiante por nada nem ninguém me ser familiar e, pior de tudo, uma distância sufocante que não posso apagar e que não posso sequer encurtar por mais que use todas as minhas forças. Terei tempo para pensar? Para dizer um "bom dia" por telemóvel a alguém especial? Para arrancar uma flor e ir a cheirá-la até à escola? Ou a pressão do tempo sobre mim será tão grande que nem vou ter oportunidade de chorar para me aliviar? Assolam-me pensamentos negativos, é um facto, mas tento pensar nos amigos que farei, nos bons centros comerciais que estão naquele lugar, nos jardins que transpiram sossego e estão repletos de boas energias e na movimentação típica de uma cidade que se torna misterioso, divertido e desafiante, e que me vai aproximar dos seres humanos das cidades: amigos das festas, amantes de estradas barulhentas, ambientalizados aos transportes públicos e mais que habituados àquela azáfama entre estudantes e turistas, entre praças e estações.
Afinal, se tantos aguentaram e passaram firmemente por tudo isto, porquê que hei-de ser diferente?