domingo, 24 de abril de 2011

O "FIM", o destino, o inevitável...

Sempre me questionei acerca deste tema tão refugiado e oculto que todos procuramos esconder atrás da insegurança e da desconfiança, no entanto todos sabemos que temos esse estúpido fim. Sempre que foco este assunto na minha cabeça concentro ideias, imagens e medo à mistura, mas é das coisas que não consigo transmitir escrevendo meramente, sendo que as palavras não explicam nem justificam o impacto da morte, talvez por isso haja tanto silêncio nos funerais. Acima do sofrimento que causamos aos outros, acabamos nós próprios por navegar na obscuridade e por desaparecer, desfazendo-nos de todos os valores que aprendemos na Terra, todo o conhecimento que adquirimos, todas as pessoas que conhecemos, todas as horas de diversão que tivemos, todos os impulsos, todas as horas de trabalho, todos os problemas, todos os frutos que demos ao mundo… Já que tanta coisa nos corre mal na vida, porquê que nem com esse mal podemos ficar? O ser humano prefere contornar este assunto ingenuamente, dizendo que temos de morrer porque depois nem haveria espaço para todos. Mas porque morremos? Porque deixamos tudo para trás, com o rasto de umas quantas lágrimas e sofrimento que apenas sufoca quem mais gostamos? Porque deitamos tudo a perder naquele último segundo de vida? Se calhar os seres racionais têm de viver iludidos com a vida, abstraindo-nos do seu fim, para que esta seja realmente favorecedora. Podemos dizer que a vida é tudo o que nos criou, é tudo o que nós ajudámos a criar, é tudo o que aprendemos, vivemos, é tudo uma construção que nos melhorou fisicamente e psicologicamente, a vida somos nós, a vida é tudo!!! Mas é impossível explicá-la concretamente, e se ninguém de nós sabe bem definir a vida é porque a morte também não tem explicação. Enquanto ninguém souber explicar realmente a morte, o ser humano nunca irá ser perfeito, pois a palavra “VIDA” é como uma ilusão, pois acaba tudo, desaparece tudo… é pior que uma catástrofe, pois a morte deixa saudade. Eu quero crer que esta vela que se apaga deixa rasto, tal como a sua cera. Será que vamos conhecer uma outra vida depois disto tudo que batalhámos para conhecer? Será que a vida lá em cima, essa sim, é duradoura? Será que aquelas pessoas que são autênticos monstros têm o direito de ter o mesmo fim que nós? Até que ponto a nossa vida, os nossos actos e a nossa morte é digna? Mas já pensaram… se a morte não existisse não haveriam assassinos nem homicidas, e se a morte realmente não existisse não poderia haver dor nem sofrimento, não haveria por isso tortura a inocentes nem a animais indefesos. O mundo seria muito melhor, a maldade acabaria por completo. Poderíamos ser muitos e com pouco espaço para nos movermos, mas haveria mais bondade e não aquela competição entre seres humanos, que levaria sempre ao último caso, a morte. O problema é que esse mesmo último caso estraga tudo, às vezes por decisões tomadas no momento. Aqui fica o meu olhar sobre o “FIM”, o qual vive enraizado a nós para sempre.

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