sábado, 6 de dezembro de 2014

Caloirices


Bem, aqui estou eu para falar da minha experiência sobre a nobre sensação de ter uma caloira! Sim, nobre! E não a trataria por caloira, nem afilhada, nem por sinónimos que façam subjugar a superioridade ao facto de eu já não o ser. Eu também olhei para o alcatrão da estrada, também suspirei para que as praxes acabassem, também olhei para o céu à procura de um raio de luz que me trouxesse paz, também senti nos joelhos o que era o "respeito" pelos doutores, o que era o declinar da cabeça para que passássemos despercebidos, também sei o que é esperar que nos venham dizer um simples "olá" pela manhã, para que nos transmitissem a segurança que só o lar, outrora, nos oferecia. É, por isso, que em nada me sinto superior a ela! Ela deu-me vida, deu-me um sorriso novo, deu-me as certezas que eu precisava para continuar a lutar. E tudo começou com um relógio em comum. Ela entende-me! Sorrimos e ela aproximou-se. A coragem foi o ponto forte até que o pedido foi tão instantâneo como a minha admiração. Julgava-a de excelente coração e de uma simpatia rara e acertei em cheio! À medida que as conversas se alongavam fui-me apercebendo cada vez mais da sorte que tinha tido. Ela sempre me compreendeu, sempre conversamos sobre todos os assuntos, desde a meteorologia aos assuntos amorosos, acolheu-me, aconselhou-me e respeitou-me com uma transparência como nunca ninguém o tinha feito. Sei que com ela posso contar, definitivamente! E ela comigo, só para que conste. Sabem o que sinto? ORGULHO. Orgulho por me ter escolhido e pelo futuro brilhante que sei que ela tem pela frente! Desejo-te a melhor vida que alguém poderia ter, porque eu cá estarei para te mimar e para te ouvir.
Um grande abraço I*

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