sexta-feira, 13 de dezembro de 2013


Não há muito que dizer. Talvez a vida se resuma em poucas palavras. Chegada ao fim do primeiro semestre da universidade nem sei como refletir. Basta meia dúzia de meses para uma vida ficar destruída. Amigos do coração não é possível que os haja tão precocemente, as minhas pernas têm andado como marionetas, a imaginação é mais escassa do que se vivesse numa gruta sem luz, a previsível rotina que tinha deu lugar à incerta turbulência que paira todas as manhãs no meu despertador, a agonia de sentir que cada passo que se dá é mais uma letra na nossa lápide, dá-me vontade de me dissipar e fazer da minha existência uma molécula de oxigénio. Não suporto como esta mudança tradicionalmente correta tratou a minha vida e os meus sentimentos como se eu fosse um tapete! Como se me reduzissem ao pó que é pisado todos os dias! Como se só servisse de aconchego estético e onde os gatos se vão roçar ao fim do dia! Um futuro constrói-se sem felicidade? Sem afetos e sem uma vida minimamente orientada? Estou cansada de viajar com um destino escrito no bilhete, mas sem destino escrito no coração. Estou desesperada por não saber onde isto me vai levar. Tudo me corre mal, parece que o trabalho que faço é em vão, e às vezes não existe sequer ferramentas para haver trabalho, a cidade está a afastar-me de tudo, da paz, do amor, da felicidade, da constância e de todos os valores que regem o mundo! Vivo no medo de perder algo que a distância luta por me roubar, insiste em me arrancar! Mas vou ganhar esta batalha, vou desafiar as minhas forças e quebrar as leis do universo! Vou aprender a voar no tempo e a saber esperar pelos momentos de ouro. Estou derrotada pelas inconstâncias da vida, toda eu me sinto como uma cicatriz perpetuada. E não, não estou a ser dramática. Estou a ser meramente um espelho da minha consciência, que navega sem rumo pelo mar de gente que existe na cidade, todos com mentes formatadas, infelizes e homogéneas. Mas alguém que veio da serra nunca será um autómato dependente dos mecanismos das cidades! Será antes alguém revolucionário que se alimenta de tédio para vingar na vida! Será alguém que de algo mau faz gerar algo com essência e que nos suporta os objetivos de quem nos quer longe. Talvez a luz exista mas, por enquanto, está tudo muito nublado. E talvez a vida se resuma em muitas palavras, será?

1 comentário:

  1. é mau qd parece q esta é a melhor mudança da vida para algumas pessoas e para nós não é assim tão bom. pensamos "se me dessem a oportunidade de voltar para casa ficava lá para sempre". há muitas questões levantadas. é preciso uma força de vontade brutal. a solução é agarrarmo-nos às poucas coisas que fazem ter força e continuar
    FORÇA

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