terça-feira, 3 de setembro de 2013

Please

Dia 3 de Setembro. A ansiedade continua a ser a rainha do dia, continua a atormentar-me e a seguir-me como um animal portador de um apetite voraz. Tudo me passa pela cabeça. Imagino praxes exigentes, uma cidade assustadora à noite, uma casa longe do mundo, dos risos e do calor humano, o espírito competitivo dos alunos, um dia de matrículas arrepiante por nada nem ninguém me ser familiar e, pior de tudo, uma distância sufocante que não posso apagar e que não posso sequer encurtar por mais que use todas as minhas forças. Terei tempo para pensar? Para dizer um "bom dia" por telemóvel a alguém especial? Para arrancar uma flor e ir a cheirá-la até à escola? Ou a pressão do tempo sobre mim será tão grande que nem vou ter oportunidade de chorar para me aliviar? Assolam-me pensamentos negativos, é um facto, mas tento pensar nos amigos que farei, nos bons centros comerciais que estão naquele lugar, nos jardins que transpiram sossego e estão repletos de boas energias e na movimentação típica de uma cidade que se torna misterioso, divertido e desafiante, e que me vai aproximar dos seres humanos das cidades: amigos das festas, amantes de estradas barulhentas, ambientalizados aos transportes públicos e mais que habituados àquela azáfama entre estudantes e turistas, entre praças e estações.
Afinal, se tantos aguentaram e passaram firmemente por tudo isto, porquê que hei-de ser diferente?

1 comentário:

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