sexta-feira, 17 de maio de 2013

Vejo a chuva a cair lá ao longe nas montanhas e, cá ao perto, na calçada desta cinzenta rua. Vejo cada gota como um sonho. São tantos e tantos! A água fresca segue o seu rumo de lavar o alcatrão, os sonhos dissipam-se por meros temperamentos, a água límpida ao colidir com a alegria do sol origina uma festa de cores, mas os sonhos apenas colidem consigo mesmos. As gotas juntam-se e originam poças, já que muitos sonhos garantem outros. Por momentos apenas oiço a água a escorrer. Saio de casa. Corro. E envolvo-me naquela água límpida. Ao invés de olhar para a chuva, vale mais cobrir-me de sonhos, mesmo não passando eles de pura ficção. Senti-me dotada de sabedoria, de valores e de coragem. Então, fez-se sol!

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