sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mantenho-me a sonhos, vivo de perspectivas, bebo cenários de vida, ultrapasso o nevoeiro. Quero ter cravada na pele uma tatuagem de asas. Quero acordar e ver ninhos de pássaros à volta da minha cama. Quero abrir a janela e ouvir um violino a dissipar as suas notas. Quero que o meu respirar tenha o aroma das rosas. Quero que as minhas pupilas sejam sóis. Quero sorrir como quem dá um beijo. Quero enfrentar a vida como quem enfrenta um precipício. Quero punir os maus olhados, quero afundar preconceitos, quero deflagrar uma revolta, quero viver de circunstâncias. Faço fisgas para que o mundo não acabe, rezo para que o tempo pare e luto para que a distância se desvaneça.

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