sábado, 6 de abril de 2013

José Luís Nunes Martins 3#

Deus e a crise
Nesta crise de dinheiros e verdades há matéria mais que suficiente para a construção de uma clássica tragédia grega (ou um fado à maneira antiga). Forças superiores que traçam destinos aos seres humanos e lhes testam o carácter e a dignidade... Forças que, apesar de todo o valor e por maior que tenha sido o heroísmo humano, acabam sempre de forma triste. Os mercados parecem ser hoje as personagens a temer e a quem devemos agradar oferecendo sacrifícios. Deus, que alguns procuram em regime de “morto ou vivo”, terá uma palavra a dizer a este respeito. Existem várias formas de viver e ser feliz, algumas mais superficiais e outra verdadeira. Talvez dois tipos de razão, aquela que a inteligência humana é capaz de abarcar e outra não acessível, para já. Talvez a nossa responsabilidade seja tão grande como a nossa ignorância. Mas a vida vive-se para diante, e é nas nossas mãos que está muitas vezes depositada a esperança da fé de outros. Não devemos esperar que as coisas boas aconteçam. Nem para nós, nem para os outros. Temos de ser nós a criá-las. Cabe-nos esse papel divino. Uma das ideias mais vezes adulteradas é a de que a existência de Deus retira, por si só, liberdade aos homens, que a Sua vontade anula a nossa. Errado. A liberdade humana é reforçada e ampliada pelo facto de existir algo superior que a criou, defende e promove, sem esperar outra coisa em troca senão que quem a possui trate de ser feliz por si e para os outros.

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