A ansiedade nas ondas do mar

Paralisam-me as ondas do mar pela sua rapidez e determinação. Também nós, movidos pelos ventos da sociedade, somos forçados a seguir um rumo. Aquelas porções de água a remexerem-se conforme os dias vão passando, onde se vêm antagónicos reflexos de dia e noite, causam-me uma ansiedade tal que só é explicada pelas minhas ambíguas teorias. E logo me ponho a dissecar os sintomas deste nervosismo que decorre da vitória do tempo sobre uma vida humana na maratona da existência, até que me vejo afundada nesta ansiedade, que descrevo como uma espécie de nuvem de líquido ácido no estômago. É estranho, mas é a única maneira de explicar esta terrível sensação que nos consome.

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