quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O que a minha mãe diz não se escreve

"Este ano não há árvore de Natal cá em casa!", disse a minha mãe em jeito de raspanete e determinada em convencer-me. Depois destas palavras quiz arrancar-lhe as razões para dizer uma barbaridade dessas. Falou-me da crise e das dificuldades que Portugal atravessa. Revoltei-me! Uma crise não pode destruir tradições. A árvore de Natal não é sinónimo de presentes em abundância. É sim um bonito símbolo que deve ser preservado. O que seria da união das famílias ao decorar a árvore? O que seria das crianças que acreditam no Pai Natal? O que seria da sua inocência que tanto é alimentada pelas luzinhas cintilantes? O que seria da sua criatividade em fazer o presépio? E tanto eu me divirto a arrancar musgo para fazer o presépio, pensava eu. O Natal inclui a árvore, do tronco às folhas, das raízes à copa! Porque a árvore é um típico símbolo. E os típicos símbolos não podem desaparecer. O Natal não é só o frio e, obviamente o signicado religioso, mas a árvore verdejante do canto da sala. Nem que se ponham presentes de esferovite, mas árvore de Natal tem de haver! E assim acordamos que sempre haverá árvore de natal.

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