quinta-feira, 31 de maio de 2012

Grr

Cheguei a uma altura em que o tempo é tão banal como a bolha de ar do último livro que encapei, e tão maçador como ouvir o despertador tocar semanas e semanas às sete e meia. Só o que há de negativo deixa rasto. O suor dos pés, tal como o seu cheiro agradável, os cabelos desgrenhados, as olheiras cavadas, as mãos mais tremeliques, o rosto com menos expressão, a roupa atabalhoada pelo quarto, a cama por fazer, as ideias por pôr em ordem, e tudo por causa da porra da extensão dos programas, aos quais os professores têm de seguir honradamente que nem fiéis servidores.

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